Olá Batista Família!
Enquanto nos aproximamos do Natal, é impossível não refletir sobre a grandiosidade desse evento, que transformou para sempre a história da humanidade. Na simplicidade de uma manjedoura, a eternidade invadiu o tempo. Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi recebido por Maria e José, uma família comum que se tornou o palco de um dos maiores mistérios do universo: a encarnação do Verbo.
Maria e José não eram figuras perfeitas, mas homens e mulheres de fé, escolhidos por Deus para uma missão incomparável. Maria, com sua jovem fé, declarou: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lucas 1.38). José, por sua vez, aceitou com coragem o chamado para ser o guardião do Salvador, mesmo diante de dúvidas e desafios. Na obediência desse casal, vemos a demonstração do que significa confiar em Deus, mesmo quando o plano d’Ele parece maior do que podemos compreender.
A família de Jesus nos ensina o valor da simplicidade. O Rei dos reis não nasceu em um palácio, mas em uma estrebaria. Não foi recebido por nobres, mas por pastores humildes. Essa escolha divina revela uma verdade profunda: Deus opera por meio das coisas simples, pequenas e improváveis para demonstrar a Sua glória. Jesus veio ao mundo não apenas para ser um exemplo, mas para ser a nossa salvação. Sua vinda nos confronta com a realidade de que somos incapazes de nos salvar. Ele é a luz que ilumina as trevas do pecado, uma luz que não podemos produzir, mas apenas receber.
Quando olhamos para a cena da natividade, somos convidados a imaginar a primeira noite de Jesus com Sua família. Como Maria e José se sentiram ao segurar o Filho de Deus em seus braços? Havia espanto, temor e alegria. Eles sabiam que estavam diante de algo muito maior do que eles mesmos. Ali, na humildade daquele momento, estava o cumprimento de séculos de promessas. O “Emanuel” – Deus conosco – habitava entre os homens.
Essa história nos desafia a pensar em nossas próprias famílias. O que significa acolher Jesus em nosso lar? O Natal não é apenas um tempo de celebração externa, mas de transformação interna. Assim como Maria e José abriram suas vidas para o propósito divino, somos chamados a abrir nossas casas para Cristo. Ele não quer apenas ser um visitante no Natal, mas habitar conosco todos os dias, moldando nossos relacionamentos, trazendo paz em meio aos conflitos e enchendo nossos corações com esperança.
O Natal também nos lembra que a vinda de Jesus é uma luz que dissipa as trevas. Em Isaías 9.2, lemos: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e resplandeceu a luz sobre os que habitavam na terra da sombra da morte”. Jesus veio para iluminar a nossa escuridão, trazendo vida, verdade e beleza para um mundo marcado pelo pecado. A encarnação do Filho de Deus é a maior demonstração de que Ele nos compreende em nossas dores. Ele não apenas veio a nós, mas experimentou nossa humanidade em sua plenitude.
Ao celebrarmos este Natal, que nossos lares sejam lugares onde a glória de Deus possa ser vista. Que possamos, como família, refletir sobre a beleza do plano divino, a humildade de Cristo e a grandiosidade de Sua salvação. Assim como os pastores e os magos vieram adorá-Lo, que também possamos dobrar nossos joelhos e entregar a Ele nossas vidas e famílias.
Que Deus Abençoe sua família e seu Natal!
Pr. Nícolas Bastos
Coordenador do Programa Batista Família


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