Tornar-se um influenciador cristão é mais simples do que parece se cuidarmos um pouco mais da nossa própria vida em Cristo e não apenas da vida de nossos filhos. Devemos ser aquilo que queremos que eles sejam. Queremos que se envolvam com a vida, que aprendam e amem como Cristo nos amou? Então, precisamos fazer o mesmo: viver, aprender e amar conforme os ensinamentos de Jesus. Que nossa vida seja um testemunho vivo da graça e do poder transformador de Deus. Vivamos essa paixão pelo Evangelho, irradiemos e contagiemos com o amor de Cristo; que nossos filhos vejam esse brilho de fé em nossos olhos.
Ser pais cristãos não deve nos transformar em atores secundários na nossa própria caminhada de fé e protagonistas na vida de nossos filhos. Parar nossa vida espiritual para planejar e dirigir a deles não aumenta nossa capacidade de influenciar, pelo contrário, a diminui. Nossa obra mais importante, sob a perspectiva de Deus, não são apenas nossos filhos: é nossa própria vida com Ele. Não precisamos esculpi-los, mas sim nos moldar conforme a imagem de Cristo. Criando beleza e alegria em nossa própria vida em Cristo, moldamos indiretamente alegria e belas formas na vida deles.
Seremos influenciadores autênticos se formos consistentes como pais, mães, professores e como discípulos de Jesus. Quando os valores cristãos que transmitimos aos jovens forem os mesmos que aplicamos em nossa vida e em nossas relações; quando nossos discursos corresponderem ao que somos e fazemos em Cristo; quando nossos atos não contradisserem nossas palavras; quando não precisarmos de discursos eloquentes porque nossa vida fala por nós; quando estivermos em constante evolução como pessoas e como cristãos.
M.ª Mercè Conangla afirma: “Não se trata do que fazemos com os filhos, mas do que fazemos com nós mesmos.” Em vez de perguntar como podemos fazer nossos filhos serem amorosos, ternos, empáticos, compassivos, sensíveis e solidários, devemos nos perguntar se somos assim e em que medida
refletimos essas virtudes cristãs.
O renomado psiquiatra e escritor chileno Claudio Naranjo cita Daniel Siegel: “Não há nada que um pai possa fazer pelos filhos que seja mais eficaz do que se conhecer.” E acrescenta o que dizia George Gurdjieff: “Quer ajudar seus filhos? Trabalhe em si mesmo”. Para ajudá-los a crescer, precisamos continuar crescendo em Cristo. Para cuidar e entender o coração deles, precisamos cuidar e entender o nosso à luz do Evangelho. Para ajudá-los a organizar seu mundo emocional, precisamos reorganizar o nosso com a ajuda de Deus.
A Bíblia nos ensina em Mateus 5.16: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” Este versículo nos lembra da importância de nossas ações e como elas podem ser uma influência positiva para os outros. Quando nossas vidas refletem a luz de Deus, somos capazes de inspirar e guiar nossos filhos pelo exemplo.
Permitir que Deus cure nosso coração é essencial para sermos bons exemplos. Em Salmos 51.10, lemos: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável.” Quando deixamos Deus transformar nosso coração, podemos transmitir esse amor e essa transformação aos nossos filhos. Com um coração curado e renovado por Deus, nossa vida se torna um testemunho vivo, inspirando nossos filhos a seguirem um caminho de amor, compaixão e fé.
Assim, ao nos dedicarmos ao nosso crescimento pessoal e espiritual em Cristo, influenciamos positivamente nossos filhos. Que nossa vida fale mais alto que nossas palavras, refletindo a graça e a sabedoria de Deus em cada ação. Dessa forma, seremos os pais e influenciadores que nossos filhos precisam e merecem.
Equipe Batista Família

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