Existe um tipo de homem que tem se multiplicado nos lares modernos. Ele não é violento, não é alcoólatra, não grita. Aparentemente, é um “cara legal”. Mas ele sofre de um mal terrível que está corroendo a estrutura de sua família: a passividade crônica.
Estamos falando de homens “insossos”. Homens sem sal, sem tempero, sem direção. Homens que estão fisicamente presentes na sala, mas cuja alma, iniciativa e liderança evaporaram.
A esposa pergunta: “O que vamos fazer sobre a escola do menino?”. Ele responde: “Você decide, amor”. O filho precisa de correção firme. Ele diz: “Vê com sua mãe”. A família precisa de um norte espiritual. Ele liga a TV ou afunda no celular.
Esse homem abdicou do seu posto. Ele trocou a liderança pelo conforto do sofá. E o preço disso é altíssimo.
O Pecado do Silêncio
A teologia chama isso de “A Passividade de Adão”. Em Gênesis, quando a serpente tentava Eva, onde estava Adão? A Bíblia diz que ele estava “com ela” (Gênesis 3.6). Ele não estava viajando, não estava trabalhando. Ele estava lá. Mas estava mudo.
Adão viu o caos se instalar e não fez nada. Ele não protegeu, não confrontou, não assumiu a frente. Ele foi um homem sem “pegada” espiritual.
Hoje, vemos essa mesma cena se repetir. Homens que não têm iniciativa para orar com a esposa, que não têm “o norte” para decidir o orçamento familiar, que não têm coragem para desligar a internet quando ela está prejudicando os filhos. Eles querem os privilégios da liderança, mas fogem do peso da responsabilidade.
Mulheres Cansadas, Filhos Perdidos
O resultado de um pai sem direção é uma esposa sobrecarregada e, muitas vezes, amargurada.
Mulher nenhuma foi projetada para carregar o piano sozinha enquanto o marido assiste. Quando o homem não tem iniciativa, a mulher é forçada a ocupar um vácuo de poder que não deveria ser dela. Ela se torna a “mãe” do marido, decidindo tudo, cobrando tudo. E, no processo, ela perde a admiração por ele. Não há nada menos atraente do que um homem passivo, que precisa ser empurrado para viver.
E os filhos? Eles crescem vendo um pai “bobo”, uma figura decorativa que não inspira força, segurança ou propósito. Sem um referencial de masculinidade bíblica (que protege, provê e direciona), eles buscam modelos tortos no mundo.
O Resgate da “Pegada” Espiritual
Homem, a sua família não precisa de mais um “amigo” para jogar videogame. Eles precisam de um pai. Eles precisam de um marido.
Ter “pegada” no contexto do lar não é ser um ditador grosseiro que manda buscar a cerveja. É ter iniciativa de amor.
- É ser o primeiro a pedir perdão quando erra.
- É ter o “norte” para dizer: “Nesta casa, nós servimos ao Senhor, e por isso não vamos assistir a esse tipo de programa”.
- É notar que a esposa está exausta e assumir a rotina das crianças sem que ela precise pedir.
- É abrir a Bíblia na sala e liderar o culto doméstico, mesmo que gaguejando, mas fazendo!
Um Chamado à Guerra (Contra a Preguiça)
A passividade é confortável, mas é mortal.
O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 16.13, dá uma ordem de comando militar: “Portai-vos varonilmente; sede fortes”. Deus não te chamou para ser um espectador da sua própria vida. Saia da caverna da omissão.
Se você se reconheceu como esse homem “insosso”, sem direção, a boa notícia é que o Espírito Santo pode acender esse fogo de novo. Mas o primeiro passo é seu. Levante-se do sofá (físico e emocional). Assuma o leme. Dê a direção.
Sua esposa espera por isso. Seus filhos clamam por isso. E Deus vai te cobrar por isso.
A pergunta é: você vai continuar em silêncio ou vai assumir o seu posto?
Equipe Batista Família


Deixe um comentário