Tem criança que cresce se perguntando se é boa o bastante. Adolescente que se olha no espelho e enxerga confusão. Tem jovem que aprende a esconder o que sente para continuar sendo aceito. E tem pai e mãe olhando tudo isso sem saber o que fazer — tentando ajudar, mas também se sentindo perdidos.
Se você já se perguntou como ajudar seu filho a saber quem ele é — de verdade, além dos rótulos, das fases, dos erros —, este texto é para você.
1. A identidade do seu filho não nasce do que ele faz, mas de quem o criou
Vivemos em um mundo onde as crianças são valorizadas pelo desempenho: notas, comportamento, habilidades, curtidas. Mas a identidade não nasce disso. Identidade nasce do pertencimento.
Seu filho precisa saber que é amado antes de acertar. Que tem valor mesmo quando erra. Que é filho, não projeto. Mais ainda: ele precisa descobrir que é obra-prima do Criador, feito à imagem de Deus, conhecido pelo nome, desejado desde antes do ventre. Isso não se ensina com palavras bonitas — ensina-se com presença, com verdade, com coerência.
2. Espiritualidade se aprende no chão da sala, não só no banco da igreja
Você não precisa ser teólogo para discipular seu filho. Mas precisa ser real. Precisa orar junto. Falar de Deus com naturalidade. Mostrar que fé não é ritual, é relacionamento. E mais: que Deus não é só um conceito, mas uma presença viva dentro de casa.
Quando você compartilha sua fé com vulnerabilidade, seus filhos entendem que podem fazer o mesmo. Quando você erra e pede perdão, eles aprendem sobre graça. Quando você escolhe confiar, mesmo sem ver, eles aprendem sobre fé.
3. Lar não é palco — é laboratório de identidade e fé
Seu lar é o lugar mais sagrado do mundo para o seu filho. É ali que ele vai aprender o que significa ser amado, corrigido, valorizado, perdoado. É ali que ele vai entender que: não precisa se esconder para ser aceito; pode fazer perguntas sem ser punido; pode ser criança sem ser pressionado a ser adulto. É ali que ele vai encontrar — ou perder — o caminho do Divino.
4. O que fazer na prática?
Aqui vão três perguntas que você pode se fazer todos os dias:
– Hoje, meu filho se sentiu amado incondicionalmente?
– Ele ouviu de mim algo que reforça quem ele é em Deus?
– Ele me viu viver minha fé de forma real e coerente?
Você não precisa fazer tudo perfeito. Só precisa ser presente, intencional e cheio do Espírito.
Conclusão: raízes que vão além da infância
Seu filho vai crescer. Vai enfrentar o mundo, as dúvidas, os dias bons e ruins. Mas, se ele tiver sido amado com verdade, discipulado com graça e ensinado com o exemplo — ele vai lembrar.
Ele vai saber quem é. Vai saber a quem pertence. E isso ninguém poderá tirar.
Equipe Batista Família


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