Ser mãe de uma menina pode despertar emoções profundas. Muitas mulheres, ao olharem para suas filhas, enxergam não apenas um ser único, mas também um espelho de si mesmas – um reflexo do que foram, do que gostariam de ter sido ou do que nunca puderam viver.

Talvez você tenha sonhado em ser bailarina, mas sua infância não permitiu. Agora, vê sua filha e pensa: “Se eu não pude, ela pode!” Ou quem sabe, você desejou seguir uma carreira que nunca foi possível e pensa: “Minha filha terá a oportunidade que eu não tive.”

Mas até que ponto esse desejo de “dar o melhor para sua filha” é um presente para ela e não uma forma de carregar sobre seus ombros expectativas que não são suas?

O perigo de projetar suas frustrações na vida da sua filha

Quando uma mãe projeta seus sonhos não realizados na filha, corre o risco de sufocar sua identidade e impedir que ela descubra quem realmente é. Isso pode acontecer de maneira sutil, em frases como:

  • “Eu sempre quis tocar piano, então você precisa fazer aulas.”
  • “Eu nunca fui boa em esportes, mas você tem que ser a atleta da família.”
  • “Eu queria ter estudado medicina, então você precisa seguir essa carreira.”
  • “Eu me casei cedo demais e não viajei, então quero que você aproveite a vida de um jeito diferente de mim.”

Embora esses desejos possam partir de um lugar de amor, também podem carregar frustrações não resolvidas. Sua filha pode se sentir pressionada a realizar algo que não é seu sonho, mas o seu.

Curando suas próprias feridas antes de impô-las à sua filha

Muitas mães acabam projetando suas próprias dores e frustrações nos filhos sem perceber. O que poderia ser incentivo se transforma em um fardo emocional. A cura para isso começa dentro de você.

  • Reconheça suas próprias dores e sonhos não realizados. Sua história é valiosa e faz parte de quem você é, mas não precisa definir o futuro da sua filha.
  • Diferencie o que é seu do que é dela. Pergunte-se: Esse desejo é meu ou dela?
  • Busque sua própria realização. Nunca é tarde para correr atrás de algo que você sempre quis. Não use sua filha como um meio de viver indiretamente sua vida.
  • Aceite que sua filha não precisa seguir o seu roteiro. Deus a criou com uma identidade única, diferente da sua, e isso é algo maravilhoso.

Deixe sua filha ser quem Deus a criou para ser

Cada criança nasce com talentos, sonhos e uma identidade dada por Deus. A missão de uma mãe não é moldá-la à sua própria imagem, mas ajudá-la a descobrir a dela.

A Bíblia nos ensina sobre isso em Jeremias 1.5: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei.”

Isso significa que Deus já tem um plano para a sua filha – e esse plano não precisa ser o reflexo das suas expectativas pessoais.

Em vez de projetar, observe. Em vez de decidir por ela, acompanhe. Em vez de impor, apoie.

  • Descubra os interesses da sua filha, em vez de empurrar os seus. O que a faz brilhar os olhos? O que desperta sua paixão?
  • Ajude-a a desenvolver seus próprios talentos. Sua filha pode ser completamente diferente de você, e tudo bem.
  • Ofereça liberdade para escolhas, dentro de limites saudáveis. Apoiar não significa abandonar, mas sim guiar sem prender.
  • Esteja presente sem pressionar. Ser mãe é andar ao lado, não puxar nem empurrar.

Conclusão: sua filha não é sua segunda chance – ela é única

Ser mãe é um presente divino, mas não é uma oportunidade de reviver sua vida através da sua filha. É um chamado para amar, orientar e deixar que ela descubra sua própria jornada.

Que possamos entregar a Deus nossas frustrações, curar o que precisa ser curado e confiar que Ele tem um plano perfeito para cada filha, que não precisa ser uma repetição da história de sua mãe, mas sim um novo capítulo escrito pelas mãos do Criador.

Equipe Batista Família

Deixe um comentário