“Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama a riqueza nunca ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido!” Eclesiastes 5.10

Vivemos em tempos em que a busca pelo dinheiro e pela satisfação material tem assumido proporções alarmantes. Um exemplo claro é a crescente popularidade dos “jogos de cassino” e outros tipos de apostas, seja online ou presencial. O que antes era visto como um passatempo isolado e marginal, hoje se tornou um mal cultural amplamente aceito e normalizado. A facilidade de acesso às apostas online tem capturado a atenção de milhões, incluindo famílias cristãs, levando muitas vezes ao endividamento e à destruição de lares.

Segundo uma pesquisa recente, nos primeiros sete meses deste ano, 25 milhões de pessoas começaram a apostar online, e impressionantes 86% delas acabam endividadas. Esse fenômeno não apenas afeta a classe média e alta, mas também impacta diretamente os mais vulneráveis. Estima-se que 10% do orçamento do Bolsa Família esteja sendo utilizado em apostas online. O impacto é devastador, e o que vemos são famílias inteiras sendo afetadas por decisões impulsivas movidas pela esperança de ganhos rápidos e fáceis.

No entanto, as apostas são apenas a ponta do iceberg. A verdadeira raiz do problema está no coração humano, que, ao ser tomado pelo amor ao dinheiro, abre caminho para diversas outras tentações. A Palavra de Deus nos alerta claramente sobre esse perigo. Em 1 Timóteo 6:10, o apóstolo Paulo escreve: “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos.”

O amor desordenado pelo dinheiro não apenas afasta as pessoas de Deus, mas também gera angústia, ansiedade e a sensação de que nunca se tem o suficiente. Isso nos leva a buscar soluções rápidas e fáceis, como as apostas, que prometem muito, mas cobram caro, deixando um vazio espiritual e material.

A Bíblia nos oferece orientações claras sobre como devemos lidar com o dinheiro e os bens materiais. Em Hebreus 13.5-6, somos exortados a nos manter livres do amor ao dinheiro e a confiar no cuidado de Deus por nós: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’. Podemos, pois, dizer com confiança: ‘O Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens?’”

Precisamos estar atentos às armadilhas sutis que o mundo coloca diante de nós e de nossas famílias. Jesus nos lembra em Mateus 6.33: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.”

Que possamos educar nossos filhos, nossas famílias e a nós mesmos a viver com um coração grato a Deus e generoso com o próximo, confiando sempre nas promessas de Jesus e não colocando nossas expectativas no que o dinheiro pode oferecer. Lembre-se: nossa verdadeira riqueza está em Cristo e na segurança de que Ele é nosso provedor fiel, em todas as circunstâncias.

Que o Senhor nos capacite a buscar a verdadeira riqueza, que é espiritual, e a proteger nossas famílias dos perigos que o amor ao dinheiro pode trazer.

Link para a reflexão completa no Spotify

Pr. Paulo Alves
Capelão da Unidade Colégio Batista Mineiro  em Nova Lima
Pastor da Igreja Fonte em Alphaville

Deixe um comentário