“O casamento não é uma questão de sorte, como alguns dizem, mas sim de construção e investimento! Invista em sua esposa, em seu marido e em sua família. Os passos que vocês dão juntos transformarão completamente o seu relacionamento.” (Silmar Coelho em “O Que as Mulheres Esperam dos Homens” – 2012).
Casamento não é meramente um evento celebrado na presença de parentes e amigos. É uma jornada construída ao longo da vida, ou, conforme ensina a Palavra de Deus: “até que a morte os separe”. É crucial investir nessa relação para que seja duradoura e resistente às adversidades da vida. Dentro desse investimento, destacam-se duas atitudes fundamentais para a sustentação dessa relação.
Uma delas é a comunicação. Uma comunicação eficiente é essencial para que duas pessoas se entendam em amizade, convivência e intimidade – pilares que deveriam orientar os relaciona-mentos diariamente.
“Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria” (Provérbios 18.4). Promover uma comunicação saudável no casamento é crucial, pois facilita a compreensão das necessidades individuais. Uma conversa aberta permite que os cônjuges expressem suas insatisfações, sentimentos e percepções sem medo de censura, mas com a segurança de serem acolhidos.
Uma comunicação eficaz e madura acontece quando ambos aprendem a escutar atentamente o que o outro tem a dizer. Só assim, por meio da escuta ativa e do acolhimento, podemos entender o que e como responder. Essa atitude é essencial para uma comunicação eficiente.
A outra atitude indispensável é o perdão. “Então Pedro, aproximando-se, perguntou a Jesus: ‘Senhor, quantas vezes deverei perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?’” (Mateus 18.21). No casamento, é impossível sustentar máscaras; somos verdadeiramente quem somos, com nossas alegrias e iras, bons e maus momentos. É nessa intimidade que surgem as maiores dores, expondo nossa natureza falha.
Não perdoar o cônjuge significa atar as suas falhas ao nosso ser, transformando essas dores em obstáculos à nossa liberdade e criando barreiras entre nós e os outros.
Jesus responde a Pedro: “Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.22). Perdoar é obedecer a um mandamento divino, testemunhando o milagre da Graça redentora de Deus em nossos relacionamentos. Reconhecer que nossa felicidade não depende dos outros é encontrar nossa identidade e futuro em Deus, livrando-nos e ao próximo do laço da culpa.
Praticar essas atitudes no cotidiano não é fácil, mas é vital para harmonizar a convivência familiar, permitindo que ouçamos a voz de Deus em nossos corações. Deus deseja nos dar mais do que palavras; Ele quer que adotemos atitudes que demonstrem nossa caminhada ao lado de nosso irmão maior, Jesus Cristo.”


Deixe um comentário