A adolescência é um período repleto de mudanças e transformações, impactando a relação do adolescente consigo mesmo, com a família, amigos e o meio social. As mudanças hormonais, de humor e as crises emocionais frequentes nesta fase podem contribuir para o surgimento da depressão.
Como pais, a possibilidade de nossos filhos sofrerem de depressão é uma preocupação constante e, muitas vezes, não sabemos como lidar com isso. Uma psicóloga me disse uma vez: “Mãe, sua filha já não é uma criança!”. Essas palavras transformaram minha perspectiva e me ajudaram a ver minha filha com novos olhos. O que antes eram lágrimas de tristeza, hoje são, na maioria, lágrimas de alegria.
Entretanto, como identificar e ajudar um adolescente com sintomas de depressão? É importante entender que a depressão pode surgir de uma combinação de fatores internos e externos. Alguns dos sintomas incluem:
– Falta de motivação;
– Confusão ou dificuldade em tomar decisões;
– Dificuldade em lidar com desafios;
– Afastamento social;
– Baixo rendimento escolar e dificuldade de concentração;
– Alterações no apetite;
– Distúrbios do sono;
– Inquietação, irritabilidade e agressividade constantes;
– Baixa autoestima e sentimentos de culpa;
– Dores sem causa aparente;
– Tristeza, ansiedade ou medo excessivos;
– Comportamento autodestrutivo ou autolesão.
A depressão afeta diversos aspectos da vida de um adolescente, alterando seu comportamento e interesse pelas atividades de que gostava. Para ajudar seu filho:
– Mude sua abordagem: não confronte, mas dialogue. Substitua a ideia de que “isso vai passar” por “vamos superar juntos”.
– Seja atento e presente, abrindo espaço para ouvir seu filho e valorizando o tempo de qualidade juntos.
– Promova um estilo de vida saudável, incentivando uma alimentação adequada, sono regular e prática de esportes.
– Participe da vida escolar do seu filho, mantendo contato com coordenadores e acompanhando seu comportamento e rendimento.
– Monitore a rotina, os hábitos e o conteúdo consumido, principalmente na internet.
Tenha paciência, calma e empatia, mesmo nos momentos difíceis. Lembre-se de que há profissionais capacitados para orientar nessa jornada e que a fé também é um recurso valioso. Como Moisés disse a Josué em Deuteronômio 31.8: “O Senhor Deus irá na sua frente; ele mesmo estará com você e não o deixará, não o abandonará. Não se assuste, nem tenha medo.”
Kelly Veiga da Silva Oliveira
Bacharel em Teologia e graduanda do Curso de Psicologia. Líder do Ministério de Adolescentes da Igreja Batista da Família/Araão Reis (Belo Horizonte)


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