FAMÍLIA, BASE PARA A VIDA! PAI, SEJA REFERÊNCIA DE LIDERANÇA E ENCORAJAMENTO.
Há
três anos, nascia minha filha, Letícia! Até hoje não consigo explicar muito bem
o “mix” de emoções vivenciadas desde o momento que minha esposa e eu soubemos
da novidade. Os momentos de alegria e felicidade se multiplicaram em nosso lar,
junto com o peso da responsabilidade e outras preocupações decorrentes desta,
como medo e frustrações. Mas tudo isso, se resumiu a um desejo: ser uma
referência para ela, neste mundo tão “diluído” de boas referências.
O
termo “diluído” utilizado acima vem sendo desenvolvido por vários estudiosos da
sociedade e estudos sociocomportamentais, mas em especial por um sociólogo polonês
chamado Zygmunt Bauman. Em uma de suas principais obras, intitulada “Modernidade
Liquida”, de 2001, Bauman procura explicar as mudanças sociais da chamada
“pós-modernidade,” época em que vivemos. Para ele, a sociedade está perdendo
suas referências, por diversos fatores. Os marcos de vida estão se derretendo,
as instituições estão se diluindo, os relacionamentos estão cada vez mais
voláteis. É neste contexto em que nos encontramos, num mundo marcado pela
liquidez social e incertezas. Mas qual é a principal razão para a diluição
deste mundo? Vivemos um mundo diluído, não pela falta de opções de referência,
mas pelo excesso delas. Isso mesmo! O excesso de possibilidades que a vida nos
apresenta leva à diluição. Tudo pode! Tudo deve! Tudo convém!
E
é aqui que nós, homens íntegros, precisamos refletir: que tipo de pai queremos
ser?
Existem
muitas fôrmas, muitos modelos, muitas receitas “prontas”, mas nossa inquietação
deve ser bem mais profunda. Sabemos que as crianças aprendem muito mais pela
imitação do que pela explicação. Não que esta última não seja importante, mas
se esvazia drasticamente se não vier acompanhada de um bom testemunho, haja
visto, que os modelos serão comparados constantemente na modernidade liquida.
Se o seu discurso não estiver alinhado com a sua prática, dificilmente
conseguirá ser uma boa base de referência para seus filhos.
Mesmo
que não haja uma idade certa para ser pai, existem aqueles mais jovens e mais
maduros e ambos podem desenvolver bem sua função, desde que assumam a sua
tarefa de liderança e encorajamento de forma sólida. Estas duas palavras
precisam andar juntas e se complementam no decorrer dos anos.
Para
liderar bem a sua família, o pai-referência, deve fazer parte da
família. As rotinas, os afazeres domésticos, o trabalho, a escola, a igreja, e
o lazer, não devem ser apenas parte de um ideal familiar, mas o grande campo de
atuação dos pais como homens presentes em seu lar. Quando estão profundamente
envolvidos nestas atividades, os pais têm a grande oportunidade de mostrar aos
filhos uma boa forma de agir e reagir às situações. Por isso, os pais também
precisam reconhecer-se em sua influência na vida da família e no que se
tornaram e desejam ser. Analisar as suas ações, seus anseios, suas fraquezas e
procurar corrigir e/ou melhorar é necessário nesta jornada de referencial como
homens no lar. Buscar de Deus a orientação para isso é um grande começo e a
melhor fonte de aprendizado do que é ser pai-referência.
A
nossa escola, por anos, usa o lema: “O melhor ensino é o exemplo”!
Coloque isso em prática já! Ensine através do seu exemplo, reconhecendo para si
o melhor exemplo, Jesus! Certamente colherá os melhores frutos na vida, daquilo
que temos de mais precioso, os nossos filhos!
Fernando Reis Duarte
Esposo da Carol e Pai da Letícia.
Pastor e Capelão CBM unidade Buritis-BH
Professor de Ensino Religioso,
Filosofia, Sociologia e Projeto de Vida.
Teólogo, Filósofo e Psicólogo. Atua há
mais de 15 anos na educação integral, com base nos ensinos e valores cristãos.

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