FAMÍLIA,
BASE PARA A VIDA:
ABUSO EMOCIONAL DA FAMÍLIA, COMO IDENTIFICAR E COMO REPARAR.
Desde o nascimento, somos cuidados, recebemos
instrução, amadurecemos e aprendemos sobre os mais diversos assuntos da vida em
nosso processo de crescimento e desenvolvimento humano. Grande parte do que
recebemos vem de nossos familiares e de nossa família. Entretanto, muitas vezes,
recebemos das pessoas que nos cercam, influências e ensinamentos baseados em
sua própria forma limitada de perceber o mundo, ou que foram fundamentados em
suas histórias de vida, que podem ter sido marcadas por dores e decepções,
levando-as a reproduzirem em sua relação com o outro, os traumas que receberam.
Somos reprodutores dos comportamentos
a que somos expostos, sendo eles bons ou maus. Aprendemos a ser quem somos com a
cultura e as pessoas que nos cercam. Comportamentos agressivos e disfuncionais comprometem
a vida de uma pessoa que é exposta a eles, a ponto de se classificarem como
abusos emocionais, abalando a autoestima e comprometendo a visão de mundo do
que está absorvendo toda a ação.
Nesse cenário, é de extrema importância
se identificar a possibilidade de uma má intenção para com o outro ou um
possível abuso emocional no contexto familiar.
Considerando que o abuso emocional é
uma forma de depreciação, de deslegitimação e falta de consideração pelo outro,
as seguintes situações apontam uma pessoa que excede seus limites na família ou
fora dela, abusando emocionalmente da outra:
1 – Procurar a vítima a fim de aliviar
o seu próprio estresse, humilhando-a.
2 – Duvidar da capacidade da vítima em
cumprir suas tarefas, desconsiderando suas possibilidades e deslegitimando sua oportunidade
de aprender.
3 – Ignorar a vítima e não direcionar
nenhuma palavra a ela, gerando medo e indiferença.
4 – Discutir com o outro, sem dar direito
a resposta, anulando a vítima, sua fala, seu direito de diálogo e suas ideias.
5 – Manipular o outro, persuadindo a
vítima a fazer os seus desejos, sem dar a ela o direito de escolha.
6 – Menosprezar a vítima diante de
outras pessoas, expondo-a de forma pejorativa e em suas fraquezas e limitações.
7 – Responsabilizar e ameaçar a vítima
pelos seus erros como abusador. Fazendo a vítima se sentir culpada pela
situação.
8 – Oprimir a vítima com ameaças, medo,
falas agressivas, gerando danos emocionais.
9 – Gritar e xingar, deixando a vítima
sempre acuada.
10 – Preferências e comparações entre
irmãos e outras pessoas, desprezando as qualidades da vítima e sua
individualidade.
Quando uma pessoa cresce sofrendo
abusos emocionais, os comportamentos abusivos passam a ser vistos como normais.
Para ela, os membros da família agem com as outras pessoas da mesma forma. Por
esse fato, no próximo momento, o ofendido pode tornar-se um abusador, repetindo
os comportamentos sofridos.
Como reparar tais ações?
Vítima – por mais que esse choque de
realidade doa, ela faz parte do processo de libertação do relacionamento
abusivo. Para reparar os abusos sofridos, uma das indicações é o tratamento
psicológico, que apontará novos direcionamentos do presente em direção ao
futuro.
Abusador – procurar um tratamento
psicológico para conseguir decidir mudar de mentalidade e de atitude.
Na Bíblia, em Lucas 4.18, o discípulo
cita as palavras de Jesus dizendo: “O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar
libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade
os oprimidos, e proclamar o ano aceitável do Senhor.”
Jesus pode nos libertar das dores e
abusos que sofremos. Essa liberdade que Jesus nos oferece é um presente, só Ele
tem vida, e vida em abundância. Decida viver uma vida com Ele, denunciar ou
abandonar os abusos e, a cada conquista de mudança de comportamento, celebre,
pois a ressignificação faz parte dessa jornada!
Kelly
Veiga da Silva Oliveira
Bacharel
em Teologia e graduanda do Curso de Psicologia.

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