FAMÍLIA, BASE PARA A VIDA: A FAMÍLIA E A INCLUSÃO
A família é um projeto especial de Deus e foi criada para reproduzir em seus componentes unidade e comunhão. O próprio Deus funciona em unidade, O Pai com O Filho e Seu Espírito. Três pessoas distintas, uma intrínseca à outra.
Por meio da família, Deus demonstra o seu amor e cuidado, através dos relacionamentos marido e esposa e pais e filhos. E é com pezar que vemos tanta desorientação, hoje, no meio de muitas famílias. Temos presenciado ataques significativos a essa instituição tão especial, que nasceu no coração de Deus.
No contexto da família, cada componete tem suas necessidades de apoio e cuidado. Em alguns casos, as diferenças e limitações se manifestam de forma palpável, como, por exemplo, uma criança com uma necessidade especial, uma deficiência ou uma condição que exige suporte constante por parte de quem compõe a família, chega ao lar. Uma família que passa por essa experiência, tem a oportunidade de se unir para acolher, cuidar, se importar e amar de forma significativa.
A vivência de famílias onde necessidades especiais e deficiências são presentes é árdua. A maioria delas não se desenvolve no que a sociedade nomeia de “vida normal”, sendo então conhecidas como famílias “atípicas”. A atipicidade traduz a diferença de condição das pessoas com necessidades especiais e deficiências, sejam elas visíveis ou ocultas. Hoje, vemos, inclusive, um aumento de diagnósticos de pessoas com deficiência oculta, como por exemplo, o Transtorno do Espectro Autista, também chamado TEA.
No TEA, que é um transtorno do neurodesenvolvimento, o cérebro apresenta uma forma diferente de funcionamento. Daí surgem as dificuldades sensoriais, de comunicação, controle emocional, entre outras. Esta neurodivergência trouxe a nomenclatura que difere os “neurotípicos” dos “atípicos”.
As famílias de crianças atípicas, bem como de pessoas com outras deficiências, precisam de ajuda e compreensão! Ao olharmos para a vida de Jesus, percebemos como Ele se importava com os enfermos e se compadecia dos doentes que eram marginalizados. Lembra-se do cego Bartimeu? (Marcos 10.46) Um homem com uma deficiência física, à margem do caminho e mendigando, impedido de falar por várias pessoas que tentavam fazer com que ele permanecesse em silêncio.
Mas o Mestre do Amor ouviu seu clamor. Jesus o chamou, perguntou do que ele precisava e supriu sua necessidade. Precisamos ser como Jesus! Famílias atípicas não devem ficar à margem, muito menos devem mendigar direitos e apoio às suas necessidades. Famílias atípicas precisam ser amadas e acolhidas. Pessoas com deficiência precisam ser incluídas.
Incluir tem a ver com abrir possibilidades para uma pessoa se sentir parte, apesar de suas limitações. Tem a ver com adequar ambientes, estruturas, adquirir conhecimento para saber como melhor ajudar, adaptar métodos, conteúdos, rotinas e tudo que for importante para que a deficiência não impeça uma pessoa de sentir que pertence a um grupo, uma comunidade, à vida.
A partir de hoje, junte-se a nós nessa jornada, que é resposta para famílias que sofrem. A árdua jornada da INCLUSÃO.
Nathalie Kollen.
Bacharel em Direito. Pós graduanda em Educação Especial e Inclusiva e Transtorno do Espectro Autista. Especialização em ABA.

Deixe um comentário